domingo, 25 de julho de 2010

Étiene Decroux - uma inspiração para nossa limpeza e precisão cênica



Tem um bom tempo que não posto sobre o Cria... A vida vai tomando o nosso tempo sem que percebamos... Só disciplina não basta "é preciso estar atento e forte".

O grupo depois de um recesso após as pesquisas, se prepara para o retorno. Baseado em uma cena real (por mim testemunhada na presença da Vivi) desenvolvemos a nossa primeira cena. Tudo começou quando depois do nosso ensaio indo embora, deparamo-nos (Vivi e eu) EM PLENA AV. MARECHAL TITO - SÃO MIGUEL com um morador de rua acocorado a uma poça de água suja (que jorra de um cano há anos na mesma calçada do banco itaú) lavando suas mãos e bebendo daquela água com uma sede... Uma cena chocante e triste!!!

[...]

Estamos nús, a bem de um título de peça para "Vestir os Nús"... Tiraram nossos óculos cor de rosa e de repente percebemos aquilo que sempre existiu e que tanto Plínio Marcos fez questão de berrar... E agora, José?

Vamos experimentar a cena com alguns atores... Logo postamos mais informações sobre, bem como registros.

Agora... paralelo a isso, o grupo pesquisa sobre o pai da Mímica, Étiene Decroux (o sobrenome lê-se DECRÚ). Como teremos o corpo como uma possibilidade dramatúrgica, percebeu-se a necessidade de estudar nosso corpo, gestos e movimentos, para daí criarmos partituras corporais limpas e precisas... Sobre a teoria disporei em breve...

Segue um breve resumo deste homem que transformou as artes do corpo... Bom mergulho!!!

Guilherme Vale - Cria de Gonzaga


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Étienne Decroux (Paris, 19 de julho, 1898 - Boulogne-Billancourt, 12 março, 1991) foi um grande ator e mímico francês.
Depois de sua formação na escola do teatro do Vieux-Colombier de Jacques Copeau, ele participou da companhia de Charles Dullin onde ele trabalhou como ator durante vários anos.
Igualmente, Decroux trabalhou sob a direção de Antonin Artaud, de Louis Jouvet e participou de muitos filmes dirigidos por Marcel Carné e pelo surrealista Jacques Prévert.
Seu interesse é marcado pela expressão do corpo. Ele terminou sua carreira como ator para se dedicar inteiramente à pantomima ou arte do movimento.
Em colaboraçao com Jean-Louis Barrault, seu primeiro aluno, suas pesquisas se dirigiram a elaborar uma técnica que ele nomeou Mimo Corporal (Mime Corporel). Nos anos de 1940 ele fundou uma escola em Paris onde vários artistas importantes do mundo inteiro participaram. Ele ensinou também em várias instituições de prestigio mundial, como o Piccolo Teatro de Giorgio Strehler, o Actors Studio de New York onde ele criou sua própria companhia nos Estados Unidos na década de 1950. Entre seus alunos pode-se citar Marcel Marceau, Yves Lebreton, Thomas Leabhart, Jean Asselin, Corinne Soum.

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